Onze meses

onze meses by you.

no azul by you.

Gatinha pela casa toda e entrou na idade do perigo iminente – mexer nas tomadas, agarrar-se a estantes, subir degraus ou tocar na porta do forno são as actividades mais desejadas. Adaptou-se à creche sem qualquer resistência e de lá já traz as gracinhas da praxe – bate palmas e dá beijinhos. Diz mãe, pai e olá, exactamente as mesmas três primeiras palavras que a irmã aprendeu. Está tão crescido o meu bebé.

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Novas camadas de tinta nas portas mais azuis de Lisboa. Em Agosto esta estava assim.

A poesia está na rua

a poesia está na rua by you.

a poesia está na rua by you.

Eu já tinha lido sobre o assunto nesta crónica da Catarina Portas publicada no Jornal Público. Mas ainda não tinha visto. Agora que já vi adorava poder agradecer pessoalmente a quem não só teve esta ideia maravilhosa como ainda se deu ao trabalho de silenciosamente a pôr em prática. As portas muradas das casas abandonadas de Lisboa ganharam o azul mais bonito e chamaram a atenção para este problema do centro da cidade da melhor forma que há: com um azul que grita mas sem barulho, sem estragar, sem partir. Eu aqui agradeço. A esperança é azul. E por vezes a poesia volta a estar na rua.