Um ano

um ano by you.

nova violeta by you.

Passei o dia a pensar na noite de há um ano. E em como é maravilhoso que ela exista.

Fiz-lhe uma boneca, para comemorar. A Violeta baptizou-a assim que a viu. – É uma Violeta. Tem o cabelo cor-de-rosa como eu. Embora bastante mais discreto, acredite-se. Violeta ficou.

A L. não gostou dos olhos fechados. – Está a dormir, disse eu. – Está bem. Mas quando fizeres a minha faz os olhos abertos, sim? Eu registei o pedido implícito.

W.I.P.

w.i.p. by you.

a minha primeira enciclopédia by you.

Há prendas a caminho. E tão pouco tempo para as acabar.

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Encontrei os números 2 e 3 desta enciclopédia aqui. O número 1 eu tinha desde pequena. Tem ilustrações lindíssimas que me trazem muitas recordações de infância. Agora está completa.

A MINHA PRIMEIRA ENCICLOPÉDIA
Herbert Pothorn
Editorial Verbo, 1967

Mantas e almofadas

mantas e almofadas by you.

origens by you.

Inspirada nas mantas das alcofas de bonecas fiz duas para bebés a sério. Uma é mesmo uma réplica aumentada desta. A outra tem um tecido de que gosto tanto que sempre tive dificuldade em me decidir a usá-lo. São as duas em tweed e seguem a já tradição cá de casa de ter mantas e mantinhas para todas as situações. As deste tamanho tenho usado na alcofa, no carrinho de passeio e na cadeirinha do carro. Passo o Inverno com uma na mala, várias espalhadas por outros sítios e muitas vezes uma nas mãos a ser tricotada.

As almofadas servem para manter o bebé deitado de lado na alcofa ou para apoiar a cabeça quando adormece no carrinho ou na cadeirinha do carro. Na minha mala, que tem algumas semelhanças com a da Mary Poppins, também costuma haver uma. Cá por casa deve haver umas quinze porque um dia resolvi fazer um monte delas para as bonecas da L. Até hoje deve ter sido o brinquedo mais usado por ela. Há sempre verdadeiras camaratas de bonecas espalhadas por todo o lado.

As duas mantas, com as respectivas almofadas, estão aqui.

Alcofar

alcofa 6 by you.

É o novo verbo cá de casa. Eu alcofo, tu alcofas, ela alcofa… Sendo que a palavra tem dois significados possíveis: fazer alcofas ou brincar com alcofas que é o que eu e a L. andamos a fazer.

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A mais recente está aqui.

Mais alcofas

alcofas 4 e 5 by you.

Mais duas alcofas aqui.

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O boneco dos dentes grandes é uma Uglydoll. Cá em casa chama-se Menina Feia.

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A sorte que é poder ir dar mergulhos à praia quando já é Outono e não se está de férias.

República

parlamento by you.

parlamento by you.

dodôs 14 e 15 by you.

Já tantas vezes e por razões diferentes estive para ir à Assembleia da República mas por uma razão ou por outra acabou sempre por não acontecer. Até ontem. Tive a sorte de ser guiada por parte do edifício por uma senhora muito simpática que lá trabalha (obrigada, C.) que me mostrou orgulhosa algumas preciosidades – um jardim de onde se vêem as árvores luxuriantes do Palácio de São Bento e a belíssima Biblioteca da Assembleia que eu passaria certamente a frequentar não fosse ser especializada em Direito.

Entrar naquele sítio teve qualquer coisa de parecido com a primeira vez que fui a Nova Iorque – nunca lá tinha estado mas tinha a cabeça tão cheia de imagens de lá que estive o tempo todo a sentir tudo como muito familiar. Com a agradável surpresa de a Assembleia ser muito mais bonita ao vivo.

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Enquanto acabo as próximas alcofas ponho dois novos dodôs aqui.

Pacote

alcofas 2 e 3 by you.

etiqueta by you.

A tarde inteira sem conseguir publicar imagens no blog, logo hoje que queria mostrar aqui as novas alcofas (ai, a informática por vezes é exasperante).

Aqui estão duas novas alcofas para bonecas – depois da 1 da L., agora a 2 e a 3. A pretexto de as mostrar criei um novo lugar a que chamei Pacote. É onde estão todos os detalhes e informações sobre as alcofas. E os dodôs (disponíveis e já vendidos) também lá estão. Os novos dodôs que prometi terão de ficar para quarta-feira.

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Os dias estão a diminuir mas afinal até já me apetece o Outono.

De volta

De regresso e quase a partir outra vez (ainda alguém faz um mês de férias de seguida?).
A manta de retalhos está pronta! Fui ver nos arquivos do blog quanto tempo demorei a fazê-la. Dois meses e meio. Depois de uns milhares de pontos feitos à mão em horas de namoro com os tecidos, o inevitável aconteceu – apaixonei-me por ela. Apetece-me fazer mantas destas para todas as camas da casa. Estou tão orgulhosa que passei uma tarde inteira a fotografá-la nos lindos cenários do Alentejo, com e sem modelo. E mais aqui, aqui e aqui.
Desafio de Verão: voltar aos desenhos, mesmo que pequeninos.

Até já

Vamos uns dias para paragens ainda mais quentes do que Lisboa mas onde pelo menos as casas são feitas para tornar o calor suportável e as portas têm chaves assim gigantes que ajudam a guardar o fresco do lado de dentro.

Serão poucos dias mas suficientes, espero, para mergulharmos de cabeça no modo-férias. Pés descalços, poucos horários e viva o Verão que é muito bom e passa a correr. Até já.

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Mais coisas boas: ver outros bebés com dodô.

Último dia

Hoje descobri um saco cheio de bichos de pano que fiz para a L. quando ela ainda não tinha um ano. Tinha-me esquecido completamente deles. Fiquei com vontade de fazer outros para a R., talvez um pouco maiores, talvez com guizos dentro. O touro fez-me lembrar este outro do grande Sebastião Rodrigues. Ciclicamente reapaixono-me pelo trabalho dele e cada vez que pego neste livro fico com vontade de arrancar as páginas e espalhá-las pelas paredes da casa.

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Amanhã é o último dia de escola para a L. Agora só em Setembro numa escola nova. Apesar de algumas dificuldades durante o ano que passou, vou ter saudades desta escola que tem bonecos de todas as cores, refeitório-esplanada no Verão e pneus no recreio como os da minha antiga escola. Custam-me sempre um bocadinho as despedidas. Espero que a ela não.

SEBASTIÃO RODRIGUES – DESIGNER
Fundação Calouste Gulbenkian, 1995

Encomenda pronta

Está pronta a encomenda. Três dodôs + uma manta de Verão + um saco para transportar uma muda de roupa. Tudo para o mesmo bebé. O saco pode ser levado dentro de outra mala ou mochila, carregado ao ombro ou pendurado no carrinho. E pode ser para o bebé ou para a mãe. Cada vez gosto mais de objectos polivalentes.

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E que bonita que é Lisboa.

Um disparate de uma ideia

Pergunta – Qual é a grande vantagem de lançar desafios a mim mesma e a mais ninguém?

Resposta – Se me apetecer mudo as regras todas. Ou acabo mesmo com o desafio.

Foi o que eu fiz – desafio abortado. Ao terceiro dia, quando me preparava para fazer outra coisa em menos de uma hora, percebi que era um disparate de uma ideia. É possível fazer muitas coisas no espaço de uma hora. Mas não é possível que alguma coisa fique realmente bem feita. Gosto muito das calcinhas que fiz para a R. e vou fazer mais de certeza. Mas desde que as acabei que não penso noutra coisa que não seja refazê-las. Porque na verdade o elástico das pernas está uma trapalhice. E do que eu gosto mesmo é dos acabamentos perfeitos. É isso que me faz querer usar alguma coisa muitas vezes. E é esse o gozo que a costura me dá.

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Depois disto resolvi acabar com mais calma a manta de Verão de bebé que me foi encomendada há uns dias.

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E as etiquetas para os dodôs já estão prontas.

Em menos de uma hora – I e II

O tempo que estou a demorar para acabar a manta de retalhos começa a desesperar-me. Talvez porque corro o risco de ela já não vir a servir para tapar a R. dadas as dimensões de uma e de outra.

Na verdade o que eu queria era que os dias tivessem o dobro do tempo. E já agora as noites também. Como não me parece que tal venha a acontecer, o que me apetece mesmo é fazer coisas rápidas, de preferência tão rápidas que se façam no tempo de uma sesta da R. E assim nasce um novo desafio a mim mesma – fazer todos os dias qualquer coisa que fique pronta em menos de uma hora. Durante sete dias.

Estes são os dois primeiros resultados. Um mini-vestido e umas calcinhas (adoro esta palavra. Faz-me lembrar a minha avó que também dizia boa nôte em vez de boa noite e tutu em vez de rabo). Cada coisa demorou menos de uma hora a fazer, uma ontem e outra hoje. As calcinhas demoraram mesmo pouco mais de meia hora e estou muito contente com o resultado. Parece-me a roupa de Verão perfeita para um bebé. Aproveitei para estrear o ponto da máquina de costura indicado para coser elástico, o que não se revelou uma tarefa muito fácil.

Os botões do vestido foram descobertos numa caixa com centenas de botões vintage, quase todos medonhos, numa retrosaria da Baixa. Por estes apaixonei-me porque parecem rebuçados de morango. Vou ficar atenta, não vá a R. decidir comê-los.