Caminho

folha by you.

dodô by you.

Com Setembro ganhámos um novo jardim no nosso caminho diário, o que é sempre uma boa notícia.

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O dodô nº 9 vai já a caminho de Leiria, ao encontro de outro bebé que gosta de chucha.

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Amarelo e verde

Foram as cores do fim-de-semana.

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Depois de ver isto não volto a olhar para as nódoas de tinta da mesma maneira (via 5-au-sac).

Verão


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

O nosso jardim

É o que a L. lhe chama. E tem razão, é nosso. Todos os dias lá estamos. No caminho para a escola, para beber um café, ir aos baloiços, comprar vegetais no mercado biológico ou botões e livros na feira de velharias. No Verão passado até lá fomos ouvir histórias contadas às crianças todos os sábados.

De manhã é a minha altura preferida. Está cheio de cheiros fortes das árvores e a luz é magnífica. Demoramos imenso tempo a atravessá-lo porque a L. quer sempre apanhar muitas folhas e pauzinhos para ti, para o pai e para a R.

A vida já não seria a mesma sem o nosso jardim.

Verão

Em noite de tempestade suspiro pelos dias de sol. Como este, há quase um ano. Fomos passear para o jardim da Gulbenkian com uma filha de três anos, uma sobrinha de um ano e meio e a minha barriga de cinco meses de gravidez. À nossa passagem as cabeças viravam-se para nos verem com atenção e começámos a sentir que, por alguma razão, causávamos espanto aos presentes. Até que o P. ouviu alguém dizer “Olha aqueles dois tão novos e com três filhos!”.

Tinhamos os dois trinta e cinco anos. Com trinta já a minha mãe tinha tido três filhos e ninguém na altura se espantava com isso, suponho eu. Há um ano, ao parecer ter três filhos, senti-me mãe de uma família numerosa.