Tsuru

tsuru by you.

tsuru by you.

obama on the wall by you.

A Tsuru é uma loja cheia de coisas maravilhosas para crianças (e não só). Livros, jogos, brinquedos, a dificuldade é escolher. Fica numa das praças mais bonitas de Lisboa e quando lá se entra apetece ficar horas a descobrir tudo o que lá existe.

Brevemente também lá estarão dodôs e mini-alcofas.

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A Alcofa 5 é usada e apreciada por uma menina pequenina e pelos seus dois gatos que a escolheram como local preferido para umas sonecas (Obrigada Maria).

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Cartaz de Christopher David Ryan. Free download aqui (via A Ervilha Cor-de-Rosa).

TSURU
Praça das Flores, 48A
1200-192 Lisboa
Tm. 96 212 99 05

Onze meses

onze meses by you.

no azul by you.

Gatinha pela casa toda e entrou na idade do perigo iminente – mexer nas tomadas, agarrar-se a estantes, subir degraus ou tocar na porta do forno são as actividades mais desejadas. Adaptou-se à creche sem qualquer resistência e de lá já traz as gracinhas da praxe – bate palmas e dá beijinhos. Diz mãe, pai e olá, exactamente as mesmas três primeiras palavras que a irmã aprendeu. Está tão crescido o meu bebé.

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Novas camadas de tinta nas portas mais azuis de Lisboa. Em Agosto esta estava assim.

Os meus dias

lisboa by you.

lisboa by you.

Fim do trabalho de duas semanas fora de casa. Fim da hora de almoço solitária que tão bem me soube nestes dias e que incluiu sempre: deslumbrar-me com esta vista + absorver a luz especial deste jardim + mergulhar num livro durante quarenta minutos + deliciar-me com as minhas últimas criações de almoço em formato pic-nic – Polenta com manjericão; Cous-cous com meloa, azeitonas e salsa; Salada de arroz com lentilhas e coentros; Fusili com atum, manjericão e alface. Estou a tornar-me uma especialista em pic-nics.

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Já a pensar no Outono: a última Small.

A poesia está na rua

a poesia está na rua by you.

a poesia está na rua by you.

Eu já tinha lido sobre o assunto nesta crónica da Catarina Portas publicada no Jornal Público. Mas ainda não tinha visto. Agora que já vi adorava poder agradecer pessoalmente a quem não só teve esta ideia maravilhosa como ainda se deu ao trabalho de silenciosamente a pôr em prática. As portas muradas das casas abandonadas de Lisboa ganharam o azul mais bonito e chamaram a atenção para este problema do centro da cidade da melhor forma que há: com um azul que grita mas sem barulho, sem estragar, sem partir. Eu aqui agradeço. A esperança é azul. E por vezes a poesia volta a estar na rua.

Encomenda pronta

Está pronta a encomenda. Três dodôs + uma manta de Verão + um saco para transportar uma muda de roupa. Tudo para o mesmo bebé. O saco pode ser levado dentro de outra mala ou mochila, carregado ao ombro ou pendurado no carrinho. E pode ser para o bebé ou para a mãe. Cada vez gosto mais de objectos polivalentes.

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E que bonita que é Lisboa.

Verão


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

Sapatos e saias

Pareço obcecada por sapatos. Mas eles é que se têm atravessado no meu caminho. Como estes hoje de manhã, muito arrumadinhos na fachada de um prédio de Lisboa.

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A quarta e a quinta saias estão prontas. Uma é para mim e a outra para a L. Já só falta o calor para as podermos usar.

Morangos

Ao pé de minha casa há uma charcutaria clássica de Lisboa onde uns senhores que parecem lá estar desde sempre me tratam por Menina e me vão buscar uns morangos que estavam reservados mas por ser para si e para as meninas… Saio com uma caixa de papel perfeita feita à mão e embrulhada em papel craft e penso que este marketing à antiga é o que funciona comigo – os morangos são provavelmente tão cheios de pesticidas como os do supermercado ao lado mas o embrulho sem plásticos e a simpatia dos vendedores faz-me voltar mais vezes.

Os morangos já chegaram mas o chão do jardim parece mais de Outono. Onde anda o sol?

Luz triste

Farta deste tempo molhado e cinzento que põe Lisboa com uma luz tão triste, só vejo duas vantagens no frio e na chuva – voltar a pegar nos tecidos que já tinha posto de parte para o Outono e continuar a ver a L. de galochas a chapinhar nas poças. Ainda não foi este ano que arranjei umas para mim mas do próximo Inverno não passa.

Ah, esqueci-me de um ponto muito importante no último post: ela adora princesas, cor-de-rosa e brilhantes. Como é que pude esquecer-me disto…

Biblioteca

Hoje foi dia de ir à Biblioteca. Vou quase todas as semanas. Volto com livros para a L. e para mim. Ela, quando sabe que há livros novos em casa, até sobe os quatro andares do nosso prédio mais depressa.

Quando vai comigo deixo-a escolher exactamente aquilo que quer. Não quero interferir no acto de liberdade que é escolher o que se lê. Ela ainda não lê mas a questão é a mesma.

As Bibliotecas Municipais são sítios preciosos em Lisboa. Cá por casa já passaram dezenas e dezenas de livros que trouxe emprestados e devolvi agradecida. A Biblioteca Camões, que é a nossa, tem o bónus de ter esta vista nas janelas.

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Sobre bibliotecas, um livro delicioso. Sobre o prazer da leitura, um outro muito divertido. Sobre a história da leitura, um maravilhoso.

Sempre!

Pela primeira vez na sua vida de quatro anos a L. não desceu a Avenida da Liberdade neste dia. Culpa da varicela. A representá-la esteve a R., no seu ano de estreia. O dia de Verão antecipado aumentou o sabor a festa.

ERA UMA VEZ UM CRAVO
José Jorge Letria + André Letria 
Edição CML, 1999

O nosso jardim

É o que a L. lhe chama. E tem razão, é nosso. Todos os dias lá estamos. No caminho para a escola, para beber um café, ir aos baloiços, comprar vegetais no mercado biológico ou botões e livros na feira de velharias. No Verão passado até lá fomos ouvir histórias contadas às crianças todos os sábados.

De manhã é a minha altura preferida. Está cheio de cheiros fortes das árvores e a luz é magnífica. Demoramos imenso tempo a atravessá-lo porque a L. quer sempre apanhar muitas folhas e pauzinhos para ti, para o pai e para a R.

A vida já não seria a mesma sem o nosso jardim.

Verão

Em noite de tempestade suspiro pelos dias de sol. Como este, há quase um ano. Fomos passear para o jardim da Gulbenkian com uma filha de três anos, uma sobrinha de um ano e meio e a minha barriga de cinco meses de gravidez. À nossa passagem as cabeças viravam-se para nos verem com atenção e começámos a sentir que, por alguma razão, causávamos espanto aos presentes. Até que o P. ouviu alguém dizer “Olha aqueles dois tão novos e com três filhos!”.

Tinhamos os dois trinta e cinco anos. Com trinta já a minha mãe tinha tido três filhos e ninguém na altura se espantava com isso, suponho eu. Há um ano, ao parecer ter três filhos, senti-me mãe de uma família numerosa.