De volta

De regresso e quase a partir outra vez (ainda alguém faz um mês de férias de seguida?).
A manta de retalhos está pronta! Fui ver nos arquivos do blog quanto tempo demorei a fazê-la. Dois meses e meio. Depois de uns milhares de pontos feitos à mão em horas de namoro com os tecidos, o inevitável aconteceu – apaixonei-me por ela. Apetece-me fazer mantas destas para todas as camas da casa. Estou tão orgulhosa que passei uma tarde inteira a fotografá-la nos lindos cenários do Alentejo, com e sem modelo. E mais aqui, aqui e aqui.
Desafio de Verão: voltar aos desenhos, mesmo que pequeninos.

Debrum

A manta chega finalmente à sua última etapa, o que fará de mim uma debruadeira nos próximos dias. É um dos momentos que prefiro, talvez por ser o mais familiar. Nunca tinha feito uma manta de retalhos mas já debruei muitas coisas à mão. E gosto. Gosto do fim dos processos, de terminar, de dar o último ponto. E, tal como quando faço tricot, posso debruar sem pensar muito no que estou a fazer. A cabeça pode ocupar-se de mil outras coisas enquanto as mãos se encarregam sozinhas de ir dando conta do trabalho. E de repente quando reparo, está pronto.
DEBRUM – Fita ou cairel com que se guarnece a borda de um tecido; orla; bainha
DEBRUAR – Guarnecer com debrum; pôr orla em; [fig.] ornar; apurar
DEBRUADEIRA – Mulher que debrua

* in Dicionário da Língua Portuguesa – Porto Editora