Mistura

mistura by you.

gorro de mistura by you.

gorro de mistura by you.

Uma das coisas boas do frio: poder dar largas à minha obsessão por gorros enfiados em cabeças de crianças. Gosto tanto que qualquer pretexto é bom para fazer um novo.

Este já tem uns anos. Foi usado pela L. que com um ano fazia questão de andar de gorro quer na rua quer em casa. Agora é da R. que, sendo um super bebé, está quase a precisar de um maior. Vou voltar a misturar estas duas lãs porque adoro a textura e a mistura de tons do resultado final.

[Continua a ser quase impossível fotografá-la quieta. Devo ter tirado mais de trinta fotografias para conseguir esta em que pelo menos se percebe vagamente que se trata de um bebé com um gorro na cabeça. Nada mau!]

O colete

colete by you.

colete by you.

Usa-se por cima da camisola interior ou do body. E por baixo dos vestidos, camisas ou camisolas. Eu e os meus irmãos, as minhas filhas e os meus sobrinhos, todos os usámos todos os Invernos desde o nascimento até aos três ou quatro anos. O meu pai também se lembra de os vestir. A minha avó paterna, exímia tricotadeira, fê-los para os filhos e depois para os netos. A minha mãe perpetuou a tradição, fazendo-os para os seus netos. Não sei se a minha avó já os teria usado em pequenina. Não sei se outras crianças da Covilhã os usariam ou se foi uma invenção da minha família.

Quando fiquei grávida da L. e a minha mãe desatou a tricotar freneticamente, resisti-lhes durante algum tempo, sem perceber bem a utilidade. Passados uns dias do nascimento, em pleno Inverno gelado, rendi-me à evidência de serem uma grande ideia. A L. usou-os até há pouco tempo. Ultimamente, com o frio que tem estado, tenho pensado que eu própria gostava de ter um.

Faz de conta

de manhã by you.

gorros by you.

Durante um bocadinho – quinze minutos, para ser mais precisa – faz de conta que está tudo a correr muito bem. Tiro a fotografia, sento-me, respiro fundo e tomo o pequeno-almoço. Hoje fi-lo sozinha, depois de as levar à escola. Dormimos em casa de uma amiga e talvez tenhamos de nos mudar mais a sério durante uns dias. Metade do nosso prédio, a nossa metade, tem as paredes ensopadas em água por causa de um cano mal encaixado. Um caos de água que durante meses, talvez anos, se infiltrou devagarinho e que agora resolveu aparecer em todo o seu esplendor. Um caos doméstico espalhado por quatro andares de um velho prédio lisboeta. Veremos como isto se resolverá. Por enquanto bastaram-me estes quinze minutos a fazer de conta para tudo me parecer mais fácil. E, vendo bem, de repente o céu até voltou a ficar azul.

Bules e gorros

bules by you.

gorros by you.

Longe de me apetecer já o Inverno, passei o dia a pensar nele. E em gorros grossos de lã. E em bules de chá.

Estes são de plástico e vieram da Guiné Bissau onde são usados pela população muçulmana para a lavagem de pés e mãos que precede as várias orações diárias. Adoro-os. Pelas cores e pelo insólito de serem de plástico. A L. gosta deles pela escala, igual à dos a sério e gigante perto das chávenas pequeninas das bonecas.

Os gorros tricotei-os há uns meses já a pensar no próximo Inverno. Têm o modelo mais simples e o meu preferido. Em quatro anos de vida a L. já teve uns dez, de várias cores, com riscas e sem riscas, com pompons e sem nada.

Pensar em lãs e tricot ajuda-me a aceitar melhor o facto de que um dia destes vai ser Inverno outra vez.

Luz triste

Farta deste tempo molhado e cinzento que põe Lisboa com uma luz tão triste, só vejo duas vantagens no frio e na chuva – voltar a pegar nos tecidos que já tinha posto de parte para o Outono e continuar a ver a L. de galochas a chapinhar nas poças. Ainda não foi este ano que arranjei umas para mim mas do próximo Inverno não passa.

Ah, esqueci-me de um ponto muito importante no último post: ela adora princesas, cor-de-rosa e brilhantes. Como é que pude esquecer-me disto…

Disparates

Ontem foi um dia de disparates.

Enganei-me no dia da consulta da pediatra e fui lá para nada; houve uma confusão com o cartão multibanco e quase que se instalou o caos; tive a brilhante ideia de atravessar a cidade de carro a meio da tarde e fiquei presa no trânsito; passei o dia a entornar coisas, a pisar outras, a esquecer-me de imensas.

Ai, quando o sono comanda a vida…

Vontade de: retomar o tricot do Verão passado + ir ver a Monstra + dormir, dormir, dormir.