Volto já

Cá vamos nós outra vez. Agora tudo para Sul que o Verão pede praia, sardinhas e albericoques. Volto já.

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Até já

Vamos uns dias para paragens ainda mais quentes do que Lisboa mas onde pelo menos as casas são feitas para tornar o calor suportável e as portas têm chaves assim gigantes que ajudam a guardar o fresco do lado de dentro.

Serão poucos dias mas suficientes, espero, para mergulharmos de cabeça no modo-férias. Pés descalços, poucos horários e viva o Verão que é muito bom e passa a correr. Até já.

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Mais coisas boas: ver outros bebés com dodô.

Em menos de uma hora – I e II

O tempo que estou a demorar para acabar a manta de retalhos começa a desesperar-me. Talvez porque corro o risco de ela já não vir a servir para tapar a R. dadas as dimensões de uma e de outra.

Na verdade o que eu queria era que os dias tivessem o dobro do tempo. E já agora as noites também. Como não me parece que tal venha a acontecer, o que me apetece mesmo é fazer coisas rápidas, de preferência tão rápidas que se façam no tempo de uma sesta da R. E assim nasce um novo desafio a mim mesma – fazer todos os dias qualquer coisa que fique pronta em menos de uma hora. Durante sete dias.

Estes são os dois primeiros resultados. Um mini-vestido e umas calcinhas (adoro esta palavra. Faz-me lembrar a minha avó que também dizia boa nôte em vez de boa noite e tutu em vez de rabo). Cada coisa demorou menos de uma hora a fazer, uma ontem e outra hoje. As calcinhas demoraram mesmo pouco mais de meia hora e estou muito contente com o resultado. Parece-me a roupa de Verão perfeita para um bebé. Aproveitei para estrear o ponto da máquina de costura indicado para coser elástico, o que não se revelou uma tarefa muito fácil.

Os botões do vestido foram descobertos numa caixa com centenas de botões vintage, quase todos medonhos, numa retrosaria da Baixa. Por estes apaixonei-me porque parecem rebuçados de morango. Vou ficar atenta, não vá a R. decidir comê-los.

Verão


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

Sempre!

Pela primeira vez na sua vida de quatro anos a L. não desceu a Avenida da Liberdade neste dia. Culpa da varicela. A representá-la esteve a R., no seu ano de estreia. O dia de Verão antecipado aumentou o sabor a festa.

ERA UMA VEZ UM CRAVO
José Jorge Letria + André Letria 
Edição CML, 1999

Verão

Em noite de tempestade suspiro pelos dias de sol. Como este, há quase um ano. Fomos passear para o jardim da Gulbenkian com uma filha de três anos, uma sobrinha de um ano e meio e a minha barriga de cinco meses de gravidez. À nossa passagem as cabeças viravam-se para nos verem com atenção e começámos a sentir que, por alguma razão, causávamos espanto aos presentes. Até que o P. ouviu alguém dizer “Olha aqueles dois tão novos e com três filhos!”.

Tinhamos os dois trinta e cinco anos. Com trinta já a minha mãe tinha tido três filhos e ninguém na altura se espantava com isso, suponho eu. Há um ano, ao parecer ter três filhos, senti-me mãe de uma família numerosa.