Viajar no papel

caderno de viagem by you.

Sinto tanta falta de viajar que ando a mergulhar nos cadernos de viagem antigos, a matar saudades. Este é do Verão de 97 em Moçambique.

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Aos poucos vou juntando prendas pequeninas para o calendário de Natal deste ano. A parte mais divertida é pensar nos papelinhos das surpresas que lá estarão. Os de maior sucesso nos anos anteriores: Hoje a mãe conta seis histórias antes de ires dormir e Hoje à noite vamos fazer e comer panquecas e chocolate quente. Veremos se é desta que conseguimos fazer o que mais me apetece e que já por duas vezes foi abortado por causa do frio: Hoje à noite vamos andar de baloiço no jardim.

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Sábado

romãs by you.

alentejo by you.

Fomos num instante olhar para o Maranhão, apanhar umas romãs e comer sopa de cação. O Alentejo faz-me sempre bem.

Sul

sul by you.

sul by you.

sul by you.

sul by you.

sul by you.

Há alguns bocadinhos do Algarve que ainda resistem ao turismo de massas e ao descalabro urbanístico. Terras pequenas onde os autóctones são a maioria que ocupa os cafés, a praça e as sombras. À hora da sesta os homens fazem campeonatos de jogo da malha e as mulheres conversam no largo principal da vila. Ainda há muitas casas com janelas lindíssimas de madeira e os telhados são um mundo paralelo de açoteias brancas onde se estende a roupa e se assam sardinhas.

Infelizmente o que se sente é que nada disto durará muito tempo. A nova moda de portas pavorosas que vieram fazer companhia às de alumínio são as portas à Downing Street e belas casas com cem anos ou mais são deitadas abaixo para se construírem blocos de apartamentos (até tremo quando oiço esta expressão).

Um dia restará a memória. E as fotografias.

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As grandes novidades: a R. mexeu na areia pela primeira vez (e não quis comê-la). E a L. perdeu o medo do mar.

Até já

Vamos uns dias para paragens ainda mais quentes do que Lisboa mas onde pelo menos as casas são feitas para tornar o calor suportável e as portas têm chaves assim gigantes que ajudam a guardar o fresco do lado de dentro.

Serão poucos dias mas suficientes, espero, para mergulharmos de cabeça no modo-férias. Pés descalços, poucos horários e viva o Verão que é muito bom e passa a correr. Até já.

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Mais coisas boas: ver outros bebés com dodô.