Embalagens *

1. Os clássicos macarons Ladurée, provavelmente a coisa mais elegante que já comi na vida. A minha amiga Teresa trouxe-mos de Paris e eu comi-os todos sozinha, num puro ataque de egoísmo.
2. Micro-papel-de-carta japonês. A Teresa esteve em Tóquio e trouxe-me esta maravilha.
3. Sabonetes-miniatura Lettuce e Tulip, os meus preferidos de entre todos os da Claus Porto, pelos aromas e pelas embalagens dos anos 30.
* ou Quem Tem Uma Amiga Assim É Uma Sortuda

Obrigada!

1. Elogiei o saco das ferramentas do técnico que nos veio arranjar o esquentador e ele ofereceu-mo. Eu insisti que não, nem pensar, era o que faltava. Mas ele foi irredutível.
E verdadeiramente generoso. Obrigada, Senhor Técnico!
2. Ontem vi esta ideia no blog da Paula Valentim e hoje comprei um cacho de bananas muito maduras para fazer gelado para o jantar. Obrigada, Paula!
3. A Inês C. apareceu um dia na loja com uma camisola acabada de tricotar. Vista na mão parecia tudo menos uma camisola; mal se conseguia perceber por onde entrariam os braços e a cabeça. Depois a Rita vestiu-a e quem estava à volta ficou de queixo caído — é um camisolão mesmo giro e facílimo de fazer. A Inês fez-me uns desenhos num papel e eu desatei a tricotar. Já só falta um bocadinho. Obrigada, Inês!

Seis anos

Há seis anos eu fotografava regularmente os sapatos da Violeta, costurava uma saia por dia, ainda tinha um bebé de colo e tive a brilhante ideia de começar um blog.
Hoje já não tenho a Violeta a entrar suavemente pela casa de manhã, há séculos que não costuro nada que não sejam alcofas, o bebé de colo já usa palavras caras como obviamente e oftalmologista, e eu estou mesmo a precisar de um novo tema para fotografar semanalmente.
Os arranjos de flores da loja, um regalo para os olhos, parecem-me uma boa escolha.

O meu bairro

Eu tenho uma certa tendência para achar que o meu bairro é o melhor de todos. Como já vivi em vários quer isto dizer que eu tenho uma certa tendência para achar que Lisboa é uma cidade cheia de bairros bestiais. E o meu é sempre o melhor.
Aqui ficam as provas do que digo:
1. As fotografias do 25 de Abril de 1974 de Eduardo Gageiro e Luiz Carvalho fazem parte da nossa memória colectiva; todos as conhecemos. E mesmo assim é emocionante vê-las em tamanho grande e na melhor das galerias — a rua. Se há imagens que faz sentido ver na rua são estas.
2. Nasceu há uns dias a Cabine de Leitura. E nós cá em casa nem queremos acreditar na sorte que temos por ela estar aqui ao virar da esquina. Já levámos livros, já trouxemos livros, já a visitámos várias vezes. Que simples e maravilhosa ideia.
Tudo visitável na Praça de Londres. No meu bairro.