Da comida

2 Julho 2008

Eu, que sou olhada um pouco de lado por muitas pessoas por ter tantas preocupações com a alimentação, nomeadamente com a alimentação das minhas filhas, estou farta de me esforçar por entender como é possível achar-se normal que as crianças de 2, 3, 4, e 5 anos comam regularmente na escola coisas como tulicreme, leite com chocolate e batatas fritas. E, apesar do esforço, continuo sem entender.

Pior ainda é quando as crianças que têm hábitos mais saudáveis como comer vegetais em todas as refeições, beber leite sem nada acrescentado e saber que os doces são para dias especiais, são vistas pelos adultos como pobres desgraçadinhas por lhes estar a ser negado o melhor da vida. Não está. O melhor da vida não é, não deveria ser, não pode ser estar-se viciado em açúcar, sal e gorduras quase desde que se nasce. Eu, que me sinto cada vez mais um misto de convicção e lirismo (para o bem e para o mal), continuarei, apesar de dar mais trabalho do que comprar chocapic e coca-cola, a promover cá em casa o entusiasmo pela chegada da fruta de Verão e por comer cenouras cruas lavadas no chafariz do jardim.

Encomenda - parte I

30 Junho 2008

Há uns dias uma amiga fez-me uma encomenda para o seu bebé. Pediu-me, entre outras coisas, dois dodôs como os que fiz para a R. Eu, que só precisava de um bom pretexto como este, resolvi fazer cinco para lhe dar opção de escolha. Os que sobrarem ficarão à espera de novos bebés. Podes escolher, Filipa!

4 e 1/2

26 Junho 2008

Quatro anos e meio é uma idade muito importante, toda a gente sabe. E merece coisas boas para a comemorar: colar coração + tortellini de queijo com tomate cereja (o jantar preferido do momento) + pudim + todos os beijinhos do costume.

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Entretanto vou tratando de uma encomenda especial.

Noites brancas

25 Junho 2008

Quatro noites seguidas a dormir entre a meia-noite e as sete da manhã parece-me qualquer coisa próxima do milagre. Estão a acabar as minhas noites brancas.

Sete anos

24 Junho 2008

Sete anos é tanto tempo que as primeiras polaroids que tirámos juntos estão a mudar de cor. Tinhamos quatro pés, agora temos oito.

Sétima saia

24 Junho 2008

Não foi em sete dias (oops!) mas aqui termina o desafio das sete saias. Claro que tinha de haver uma de peitilho como várias que tive em pequena.

E aqui um babete para a R. Ontem foi dia de quadradinhos.

Verão

23 Junho 2008


O fim-de-semana foi passado quase todo no jardim. Compras, baloiços, cafés na esplanada, um pic-nic com amigos (com direito a toalha aos quadrados e tudo!) para celebrar o primeiro dia de Verão e por fim sardinhas na tasquinha logo ali ao lado.

Ao contrário de muitas pessoas que sentem o apelo de ir viver para o campo, eu cada vez gosto mais de viver em Lisboa. Talvez porque cada vez tiro mais partido das vantagens de viver aqui. E portanto cada vez sinto a cidade mais à minha medida.

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Para os dias serem ainda melhores do que têm sido só faltava as minhas noites serem passadas a dormir assim tão bem como o Filipe. Depois de duas noites em que a R. dormiu sem interrupções entre a meia-noite e as sete da manhã, há esperança! Afinal duas vezes já pode ser considerado um padrão. Não pode?

FILIPE E O PINCEL MÁGICO
Mischa Damjan + Janosch
Nord-Sud Verlag, Switzerland / Livraria Sá da Costa Editora, 1972
Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa

21

20 Junho 2008

9 livros comprados + 6 livros da biblioteca do costume + 3 livros e 2 dvd’s da nova mediateca de que a L. é sócia + 1 oferecido por uma amiga (e que me trouxe recordações dos meus oito ou nove anos quando me ofereceram um igual a este Babar que ensina francês).

Dodô

18 Junho 2008

Estou cada vez mais contente com os dodôs que fiz para a chucha da R. Têm cumprido a sua função e ficam-lhe muito melhor do que a clássica fralda de pano amarrotada presa à chucha. A tentação de lhe fazer um para cada dia do mês é enorme. Mas eu conseguirei resistir!

Debrum

17 Junho 2008

A manta chega finalmente à sua última etapa, o que fará de mim uma debruadeira nos próximos dias. É um dos momentos que prefiro, talvez por ser o mais familiar. Nunca tinha feito uma manta de retalhos mas já debruei muitas coisas à mão. E gosto. Gosto do fim dos processos, de terminar, de dar o último ponto. E, tal como quando faço tricot, posso debruar sem pensar muito no que estou a fazer. A cabeça pode ocupar-se de mil outras coisas que as mãos se encarregam sozinhas de ir dando conta do trabalho. E de repente quando reparo, está pronto.

DEBRUM - Fita ou cairel com que se guarnece a borda de um tecido; orla; bainha

DEBRUAR - Guarnecer com debrum; pôr orla em; [fig.] ornar; apurar

DEBRUADEIRA - Mulher que debrua

* in Dicionário da Língua Portuguesa - Porto Editora

Barbie bag

16 Junho 2008

Há, provavelmente, poucas coisas tão tontas como fazer um saco próprio para guardar e transportar a Barbie. Mas foi o que eu fiz hoje. Mais precisamente para guardar a Barbie e o Ken, o casal de loiros cá de casa. Talvez o aproximar da Silly Season desculpe este meu desvario. E o que eu me tenho rido para dentro justifica tudo. Eu, que nunca pensei que alguma vez sucumbiria ao apelo de uma Barbie, quanto mais ao do Ken. Quanto mais ao de um saco para os transportar. Viva o Verão e os disparates!

Sábado

14 Junho 2008

Olha mãe, sou um crepe de framboesa!

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Da biblioteca: outro livro de grande sucesso por aqui. Muitissimo divertido. Nas Bibliotecas Municipais de Lisboa.

ODEIO A ESCOLA!
[I hate school]
Jeanne Willis + Tony Ross
Andersen Press Ltd. 2003 / Livros Horizonte 2003

Hot times

12 Junho 2008

Voltar a casa e a Lisboa foi perceber que o país está em polvorosa com a crise dos combustíveis. A situação não está fácil e é preocupante mas convém não exagerar nem aderir a alarmismos. Uns dias sem iogurtes nos supermercados não farão grande mal a uma população com consumo excessivo de lacticínios. E visto de outros pontos do planeta a facilidade com que por aqui se entra em pânico à mais pequena ameaça de escassez deve parecer um bocadinho ridícula.

Muito a propósito: toda a gente sabe que é assim mas não há nada como ver isto.

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O quinto elemento da família esteve na sua outra casa mas já está de volta. É sempre uma festa reencontrar a X.

5 = 30

11 Junho 2008

Cinco dias que valem por trinta.

Vamos passear

5 Junho 2008

Agora que estamos quase no Verão, a Primavera parece que chegou. E nós vamos para o campo descansar que bem precisamos. Os planos são dar muitos mergulhos, fazer pic-nics, ensinar a L. a andar de skate, esticar as pernas e não fazer nada, ler à sombra de uma árvore, comer coisas boas e principalmente respirar fundo. Volto já.

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A Small de Verão já aí está.