Estores

A coisa mais esperta que comprei nos últimos tempos foi isto.
Parece de papel mas não é (o que o torna muito mais resistente) e pode cortar-se com um x-acto, para se poder adaptar o tamanho.
Traz uns clips de plástico para se poder manter mais ou menos subido mas eu troquei-os por umas mini-molas de madeira que cá tinha.
Para se fixar basta usar a fita autocolante que traz num dos topos, sem furos nem pregos. Custa 3 euros.
A mim resolveu-me, pelo menos nos próximos tempos, o eterno dilema em que vivo — não gosto de cortinas porque tapam o céu e as árvores lindas que temos em frente das janelas mas sei que é verdade que cortam o excesso de luz no Verão e tornam os espaços mais confortáveis no Inverno. Reconheço estas vantagens mas nunca acho que superem o prazer enorme de ter as janelas escancaradas ou o céu inteiro a entrar pela casa.
Um dia destes posso sempre fartar-me destes estores e voltar a remoer a questão das cortinas (eu já me conheço). Por agora estamos muito bem assim.

Dos dias

Na parede à frente do meu nariz – aquela para onde mais vezes olho – penduro desenhos de alguns dos meus ilustradores preferidos. O postal do Bernardo Carvalho serve para me lembrar todos os dias que quero oferecer este livro no Natal.
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A Leonor com as suas novas botas Cortebel. Eu tenciono pedir-lhas emprestadas porque quero aproveitar esta fase em que calçamos o mesmo número de sapatos.
Pelo andar da carruagem serei rapidamente ultrapassada.

De mim

Uma das razões para um blog ser a plataforma certa para eu comunicar com o mundo é o facto de eu ser bicho do mato. E, no entanto, também sou uma criatura social.
Sou as duas coisas. Umas vezes mais isto, outras mais aquilo.
Daí as ausências. Daí eu voltar sempre.
Na segunda imagem está a minha amiga Rita, que tem sempre os sapatos perfeitos para eu fotografar.

Embalagens *

1. Os clássicos macarons Ladurée, provavelmente a coisa mais elegante que já comi na vida. A minha amiga Teresa trouxe-mos de Paris e eu comi-os todos sozinha, num puro ataque de egoísmo.
2. Micro-papel-de-carta japonês. A Teresa esteve em Tóquio e trouxe-me esta maravilha.
3. Sabonetes-miniatura Lettuce e Tulip, os meus preferidos de entre todos os da Claus Porto, pelos aromas e pelas embalagens dos anos 30.
* ou Quem Tem Uma Amiga Assim É Uma Sortuda

Obrigada!

1. Elogiei o saco das ferramentas do técnico que nos veio arranjar o esquentador e ele ofereceu-mo. Eu insisti que não, nem pensar, era o que faltava. Mas ele foi irredutível.
E verdadeiramente generoso. Obrigada, Senhor Técnico!
2. Ontem vi esta ideia no blog da Paula Valentim e hoje comprei um cacho de bananas muito maduras para fazer gelado para o jantar. Obrigada, Paula!
3. A Inês C. apareceu um dia na loja com uma camisola acabada de tricotar. Vista na mão parecia tudo menos uma camisola; mal se conseguia perceber por onde entrariam os braços e a cabeça. Depois a Rita vestiu-a e quem estava à volta ficou de queixo caído — é um camisolão mesmo giro e facílimo de fazer. A Inês fez-me uns desenhos num papel e eu desatei a tricotar. Já só falta um bocadinho. Obrigada, Inês!